Após a realização do Seminário Nacional de Educação Integral e III Encontro Nacional dos Coordenadores do Programa Mais Educação, evento combinado, no período de 18 a 21 de maio de 2010, em Brasília, este blog compartilhará as impressões e os resultados dos trabalhos.O objetivo do evento foi aprofundar a formulação da política pública de educação integral, com base nos diferentes ciclos de implementação e protagonistas do Programa Mais Educação. Devemos explicações sobre o que consideramos esses ciclos. Temos muitas intuições a respeito e compartilharemos oportunamente. O argumento em favor da importância do evento considera 1) sua dinâmica, 2) seu público, 3) suas temáticas, e 4) os interlocutores mobilizados. Tudo isso atuou em favor do estabelecimento de uma agenda pública para se colocar a educação integral e em tempo integral no centro das atenções.
1. A dinâmica combinou: 1.1 reunião de trabalho (adesão 2010); 1.2 exposição permanente (pôsteres) de experiências; 1.3 sessões plenárias; 1.4 colóquios; 1.5 grupos de trabalhos; e 1.6 lançamento de publicações em educação integral.
2. Foram mais de 850 participantes, público constituído majoritariamente pelos coordenadores do Programa Mais Educação; além desses destacam-se Secretários de Educação; Undime; Consed; CNTE; União Nacional de Conselhos Municipais de Educação; Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação; Fórum Mais Educação; ONGs e Universidades.
3. O foco dos debates foi o fortalecimento institucional das ações indutoras de uma política de educação integral. Discutiu-se: política educacional; gestão e operacionalização das ações; FUNDEB e matrículas de educação integral; Programa Nacional de Alimentação Escolar; Plano de Desenvolvimento da Escola e Programa Dinheiro Direto na Escola; currículo; tempo escolar e profissionais de educação; formação dos atores da educação integral; ensino médio; educação do campo; e educação especial. Discutiu-se especificidades da educação integral: sistema nacional de atendimento sócio-educativo; Programa Segundo Tempo; macrocampos de educação integral; intersetorialidade e arranjos educativos locais; estrutura física das escolas e sua articulação com outros espaços; e os comitês metropolitanos de educação integral e do Programa Escola Aberta.
4. Mediante a institucionalidade dos interlocutores, representada na participação da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e do Senado, Conselho Nacional de Educação, Undime, Consed, CNTE e demais representações da sociedade civi, indicamos o reconhecimento de uma verdadeira esfera púbica de debate sobre educação integral.