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terça-feira, 9 de novembro de 2010

ALÉM, MUITO ALÉM DAS FALHAS DO ENEM

João Monlevade
 professor e consultor do Senado Federal

Na imprensa e no Congresso, ontem e hoje nem pareciam dias pós eleições. Se o Lula e a Dilma foram vergastados por mais de quatro meses, agora é a vez do Haddad e do MEC. A vítima de sempre é o PT, ao qual se atribui nova e indesculpável incompetência: as falhas do ENEM, que se repetem em 2010.
                        O objetivo deste breve artigo não é fazer conjeturas sobre quais seriam os verdadeiros objetivos dos que procuram alvejar esse novo happening do calendário escolar e social do Brasil, que envolveu diretamente cerca de quatro milhões de estudantes e, indiretamente, toda a sociedade. Quero só fazer duas considerações, a modo de um exame inicial desta nova política de avaliação do ensino médio e de acesso aos cursos superiores de graduação.
                        A primeira é admitir as falhas e os limites do ENEM. O tamanho do evento é tal e a novidade dos instrumentos é tanta que a inexistência de falhas no conteúdo e na forma do Exame é, na teoria e na prática, impossível. Convém registrar que as falhas de 2010 são menos graves que as de 2009, e podem ser contornadas cientificamente, embora não completamente superadas.  Mas é preciso entender que o ENEM tem limites precisos: nem substitui a avaliação que todas as escolas públicas e privadas devem realizar no processo dos três ou quatro anos do ensino médio, nem, muito menos, se constitui em critério único e obrigatório de acesso aos cursos superiores. Continua a vigorar a autonomia universitária para definir os processos seletivos e avançam também as políticas afirmativas e normas originais que calibram os resultados em centenas de instituições.
                        A segunda consideração é o que me motivou escrever estas linhas. Moro em Ceilândia, uma cidade do Distrito Federal com doze escolas públicas que oferecem o ensino médio para cerca de vinte mil alunos. É verdade que mais de dez mil de seus habitantes freqüentam faculdades privadas e quase mil estudam na Universidade de Brasília, inclusive num campus recentemente instalado na cidade. Entretanto, quem visitasse até 2008 seus cursos de ensino médio, diurnos e noturnos, ficaria abatido de ver o desinteresse de alunos e professores pelos estudos de quem, teoricamente, estaria se preparando para disputar uma vaga na educação superior. O ENEM está operando uma revolução silenciosa. A partir do momento em que ele passou a ser considerado como forma de acesso ao PROUNI e a cursos superiores de universidades públicas e gratuitas, os estudantes, antes apáticos e interessados somente em “passar” o tempo para o ingresso no mundo do trabalho (que, talvez, lhe desse um salário capaz de financiar uma faculdade privada), agora se sentem desafiados e motivados a estudar, a “se preparar para a chance do ENEM”, nas palavras de um deles, na tarde do sábado.
                        O ENEM, mais do que uma avaliação do ensino médio, é uma grande política de inclusão social. Ele atrai não somente os quase três milhões de adolescentes e jovens que concluem este ano o ensino médio, mas quase dois milhões de brasileiros que acalentam o sonho de cursar a educação superior, mesmo que já tenham cabelos grisalhos e rugas da idade e das canseiras da vida. Com o aumento substancial das vagas nas universidades e institutos federais, inclusive em cursos noturnos, o ENEM pode ser a transição da loteria dos vestibulares para a realização do preceito constitucional: a educação superior é direito de todos, segundo a capacidade de cada um. É hora de aperfeiçoar seus mecanismos avaliativos, para o aproveitamento democrático de todos os talentos. A qualidade da educação básica e o povo brasileiro agradecem.  

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A conjuntura eleitoral

Pedimos desculpas ao leitor pela interrupção nas postagens. A atuação cidadã nas eleições demanda um tempo enorme. 

Gostaríamos de compartilhar a alegria pela eleição do Senador Lindberg Farias pelo Rio de Janeiro. Igualmente importante pelo fato de o Senador eleito ter sido Prefeito de Nova Iguaçu, viabilizador do Bairro Escola de Nova Iguaçu é o fato de este ser esposo de nossa Grande Companheira Maria Antônia, interlocutora de primeira hora do Programa Mais Educação. Bravo Lindberg!

Aos poucos vamos recuperar o tempo.




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Anais do III Encontro Nacional de Coordenadores do Programa Mais Educação e Seminário Nacional de Educação Integral

No dia 12 de agosto aconteceu, no Ministério de Educação,  a primeira reunião com os relatores que preparam a apresentação dos resultados do evento nacional em pauta.Haverá outra. Juntos lemos a transcrição verbatim (tim-tim por tim-tim) da apresentação dos colóquios e GTs. Foi uma reunião de trabalho pesado e engraçado, com a metade dos responsáveis. Pena que nem todos os relatores puderam participar. Renovamos o compromisso com a sistematização dos resultados. O produto final será concluído até 30 de setembro. Será sim.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Audiência Pública na assembléia Legislativa do Ceará

A educação integral foi pautada pela Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Ceará,  em Audiência Pública, hoje, dia 10de agosto, às 14h30, no Complexo das Comissões Técnicas, Auditórios Deputados Castelo de Castro e Manoel de Castro.